terça-feira, 26 de maio de 2009

Ciclo...

Estou tentando compreender-me, logo eu que nunca me permiti perder-me em meus sentimentos, que nunca me deixei entrar em ilusão. É não há como escapar do pensar, do amar, do existir. Mesmo que se negue, há sempre uma hora que você para e pensa, seja em qualquer lugar, no trânsito, no shopping com amigos, até mesmo na hora da droga do sexo com desafeto, você para pra pensar, se desnorteia, se acumula, se descobre. Sentimentos tolos esse de querermos nos enganar, nos evadir de solidão, afugentarmos, se quando menos o esperamos vem, aquele desprezível sentimento do qual nos negamos a aceitar. É só uma complicação boba, é só uma idéia tola essa, vã ilusão de dizer que é frio, de que não ama, ele vem, ele te pega e te bota no colo e por mais que sofras, que chore, que se negue, você sente, você sonha, é amor. É só ilusão e ás vezes nem passa, apenas nos massacra, nos corrói, mas valeu a experiência, o que vale é isso, saber que se amou, já que é tão importante. Eu amo, amei, amarei, sofrerei o quanto de houver de sofrer. Desistir não é bem meu forte, fugir nunca é opção, se resta tentar, transbordar naquela felicidade passageira, naquele amor desnorteado, que logo para, te machuca, e recomeça. Amor é dor, dor é amor, mas não da pra viver sem sentir, sem se desdobrar, não dá. É tudo conseqüência do que temos em mente, se nasce, cresce, recria-se, morre, e tudo continua a mesma coisa, sem amor ou com amor. É só necessidade.

(Tinha que postar algo agora, por que eu precisava deixar isso salvo de alguma forma, mesmo que eu tenha achado um lixo.)

Evazivo.

Tenho uma alma vulgar e fechada, falo em paradoxo constante, sou miticamente errado e sei disso, e nem se quer por um minuto penso que poderia voltar atrás, não julgo, afinal, quem sou eu para julgar os que me julgam? Sou errado, mas não me permito errar, não minto, nem quando necessário, prefiro a verdade, até mesmo que ela faça com que alguém morra. Eu também amo, eu também sinto, mas quem precisa ver? Quem precisa sentir além de mim? Ninguém, a solidão me pertence e eu pertenço a isso, sou uma rocha, rocha opaca, oca, que por sinal se destrói, que se esvai e se preenche, preenche de nada. Sou vazio, morto, sou lixo, mas também sou algo, algo que não se explica.


(Tentarei estar postando todos os dias, mas com os novos horários, tentarei sim encontrar tempo. Fica ai um de meus textos favoritos, espero que gostem.)