Estou tentando compreender-me, logo eu que nunca me permiti perder-me em meus sentimentos, que nunca me deixei entrar em ilusão. É não há como escapar do pensar, do amar, do existir. Mesmo que se negue, há sempre uma hora que você para e pensa, seja em qualquer lugar, no trânsito, no shopping com amigos, até mesmo na hora da droga do sexo com desafeto, você para pra pensar, se desnorteia, se acumula, se descobre. Sentimentos tolos esse de querermos nos enganar, nos evadir de solidão, afugentarmos, se quando menos o esperamos vem, aquele desprezível sentimento do qual nos negamos a aceitar. É só uma complicação boba, é só uma idéia tola essa, vã ilusão de dizer que é frio, de que não ama, ele vem, ele te pega e te bota no colo e por mais que sofras, que chore, que se negue, você sente, você sonha, é amor. É só ilusão e ás vezes nem passa, apenas nos massacra, nos corrói, mas valeu a experiência, o que vale é isso, saber que se amou, já que é tão importante. Eu amo, amei, amarei, sofrerei o quanto de houver de sofrer. Desistir não é bem meu forte, fugir nunca é opção, se resta tentar, transbordar naquela felicidade passageira, naquele amor desnorteado, que logo para, te machuca, e recomeça. Amor é dor, dor é amor, mas não da pra viver sem sentir, sem se desdobrar, não dá. É tudo conseqüência do que temos em mente, se nasce, cresce, recria-se, morre, e tudo continua a mesma coisa, sem amor ou com amor. É só necessidade.
(Tinha que postar algo agora, por que eu precisava deixar isso salvo de alguma forma, mesmo que eu tenha achado um lixo.)
terça-feira, 26 de maio de 2009
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